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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entrevista de ontem

Antes de mais OBRIGADA pelos incentivos ;)

Ontem como sabem fui a uma entrevista de emprego.
Foi mesmo no centro de Lisboa.
E houve uma situação que me chocou muito e deixou-me a pensar para a situação que este país se move.
Eu nunca tinha visto tanto sem abrigo, tanta pessoa a pedir esmola como vi ontem.
Desde velhotes com um ar muito doente, a imigrantes, a jovens na flor da idade.
Lisboa tem muitos sem abrigo, mas ontem superou qualquer coisa que eu já tenha visto.

Eu não dou dinheiro a ninguém, pode parecer egoísmo, mas o meu pai sempre me ensinou que se a pessoa pede dinheiro para comer, tu levas a pessoa a um café e pagas-lhe uma refeição.
Eu não sei onde eles vão gastar o dinheiro, e estar a contribuir para um vício qualquer não posso, nem quero.

E à custa disto já tive uma desilusão e por isso me custa tanto dar dinheiro ou comida.

Estava na estação à espera do autocarro e andava um rapaz dos seus 30 anos a pedir dinheiro, chegou perto de mim e disse "olá menina, tenho muita fome, podia-me dar dinheiro para uma sopinha?" e eu que tinha acabado de sair do centro comercial e tinha comprado daquelas sandes embaladas disse-lhe "o dinheiro que tenho é para o autocarro, mas tenho aqui uma sandes a mais" agarrei na sandes e dei-lhe.
Ele olhou para mim "obrigado, mas o que eu queria mesmo era uma sopinha, já me falta pouco dinheiro para ir ali ao restaurante comer uma sopinha quentinha", eu mais uma vez disse "dinheiro não tenho, mas se tem fome, coma essa sandes sempre fica melhor".
E ele foi-se embora com a sandes.
Eu seguiu-o com o olhar e de onde estava conseguia ver perfeitamente o fim da estação e ele não teve com meias medidas, no segundo caixote do lixo deita a sandes fora.
Fiquei tão revoltada.
Eu já imaginava que o dinheiro não fosse para sopa nenhuma, mas deitar comida fora foi o cúmulo, podia guardar e comer noutra altura.

Eu sei que as pessoas não são todas assim, mas gato escaldado...



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ecologicamente falando

Porquê?
Porque me apetece, porque não me lembrei de mais nada para escrever.
Virtudes…
- Não deito lixo para o chão e se vejo alguém que está comigo a faze-lo ou essa pessoa apanha ou eu apanho;
- Não deixo a torneira aberta quando lavo os dentes;
- Não deixo as luzes acesas quando não estou numa divisão;
- Não deixo o frigorífico/congelador aberto;
- Uso o verso de folhas usadas;
- Só ligo a calculadora do trabalho quando preciso dela (e a minha colega diz que eu como administrativa tenho de a ter sempre ligada);
- Só uso água quente no banho ou para lavar a loiça (há um que mora lá em casa que usa para tudo, não deve saber que se virar para o lado esquerdo sai água fria);
- Não gosto de relógios de ponteiros, porque o tic tac no silêncio da noite chateia-me, portanto poupo nas pilhas;
- Não gosto de relógios digitais, porque acordar a meio da noite e ter aquela luz a iluminar-me o quarto irrita-me, portanto poupo na electricidade;


Mas tenho os meus pecados…

Pontos a melhorar…
- Não desligo a água do banho quando estou a passar champô/gel de banho;
- Não faço reciclagem nos pontos verdes;
- Uso muito papel higiénico no trabalho, para forrar a sanita que partilho com a minha colega;
- Quando coloco o telemóvel a carregar, fica assim a noite toda e às vezes esqueço-me de retirar o carregador da ficha (mas já melhorou muito);
 - Deve haver mais mas de momento não me lembro.

E vocês o que fazem pelo ambiente??


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Boas intenções...

De boas intenções está o inferno cheio, já dizia o ditado popular.
Ontem fui bem intencionada e ainda recebi uma má resposta.

Estava à porta da farmácia à espera do meu AMSP e vem uma senhora de moletas a sair, enquanto tentava abrir a porta para passar a porta voltava a fechar, eu como estava ali empurrei a porta para trás de modo a que a senhora passasse, a senhora olha para mim "desculpe lá se ando devagar e de moletas" e eu sem perceber muito bem disse "desculpe não percebi" e a senhora com o ar mais bruto do mundo "estou-lhe a pedir desculpa por querer passar e ter de esperar por mim que ando de moletas" e eu fiquei sem reacção a olhar para a senhora e a segurar-lhe a porta.
A senhora lá passou, atravessou a estrada e olhou para e viu que eu continuava à porta da farmácia.